Defesa de Bolsonaro detalha paradeiro de duas armas não localizadas
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta terça-feira (7) esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre duas armas que não haviam sido localizadas pelo Exército. Ontem (6), o Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou ao STF a entrega de seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro à Polícia Federal (PF). Uma pistola Glock e uma espingarda foram as que não constavam no levantamento inicial.
A entrega das armas foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente. Segundo os advogados, a espingarda encontra-se em uma empresa importadora de materiais bélicos em Caxias do Sul (RS), tendo sido um presente ao ex-presidente, mas não retirada do estabelecimento.
Quanto à pistola Glock, a defesa afirmou que se trata da mesma arma apreendida com o segurança do ex-presidente e que está atualmente sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. Em 3 de novembro, Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão de todas as armas registradas em seu nome, motivado pela apreensão de um armamento com um de seus seguranças particulares.
Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e atestar a legalidade das armas, o ministro considerou a posse de armamentos incompatível com o cumprimento da pena de prisão. No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista e, após cirurgia, obteve o direito de cumprir prisão domiciliar temporária, enquanto se recupera de pneumonia bacteriana.
