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Diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas eleva a qualidade de vida

Diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas eleva a qualidade de vida

Diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas eleva a qualidade de vida

No Brasil, aproximadamente 30 mil crianças nascem anualmente com malformações cardíacas, conforme dados do Ministério da Saúde. Em alusão ao Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a cardiologista pediátrica Renata Mattos, coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), ressalta o avanço no acesso ao diagnóstico no país. Ela observa que, apesar das desigualdades regionais, como maior acesso no Sudeste em comparação ao Norte, o diagnóstico e o tratamento para essas condições têm melhorado significativamente.

A cardiopatia congênita é uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações. Um diagnóstico precoce e acompanhamento especializado são cruciais para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes. Mundialmente, estima-se que 1% dos nascidos vivos apresentem algum tipo de cardiopatia, sendo que 30% desses casos necessitam de intervenção na primeira infância. A condição abrange diversas doenças com diferentes níveis de gravidade.

A detecção da cardiopatia ainda durante a gestação, através do diagnóstico fetal, é rara para indicações cirúrgicas. Geralmente, este diagnóstico serve para planejar o final da gestação e o parto. Partos de bebês com cardiopatias que exigem tratamento imediato precisam ocorrer em locais com UTI para cirurgia ou cateterismo. Casos menos graves permitem que a gestação e o parto sigam o planejamento usual.

Em cardiopatias graves, a falta de tratamento nos primeiros dias de vida pode ser fatal. Condições menos severas podem manifestar sintomas ou repercussões mais tarde. Famílias devem estar atentas a sinais como dificuldade de ganhar peso, cansaço ao mamar, respiração acelerada ou ofegante, e coloração arroxeada nos lábios e ponta do nariz, indicativos de problemas cardíacos que requerem avaliação cardiológica.

Crianças mais velhas com cardiopatia congênita podem apresentar dor no peito ou palpitações, que podem indicar arritmias. Embora muitas cardiopatias sejam resolvidas com um único procedimento, algumas exigem intervenções sequenciais ao longo da vida. Pacientes adultos com cardiopatias congênitas também podem desenvolver problemas comuns em adultos, como hipertensão ou colesterol alto, necessitando de acompanhamento médico contínuo.

Profissionais de saúde incentivam a prática de exercícios físicos em pacientes com cardiopatias congênitas, desmistificando a ideia de que eles não podem realizar atividades. A história de Nathan Senna Alves, diagnosticado com cardiopatia congênita grave ao nascer e submetido a três cirurgias cardíacas, demonstra a importância do acesso à saúde e do acompanhamento especializado. Ele teve sua condição tratada pela instituição Pró Criança Cardíaca, que atende crianças com essa condição há 30 anos, e hoje leva uma vida normal.

A Pró Criança Cardíaca, fundada pela cardiologista Rosa Célia, já atendeu mais de 16 mil crianças e adolescentes, oferecendo cuidado completo e gratuito. O Sistema Único de Saúde (SUS) proporciona acompanhamento integral, desde o ecocardiograma pré-natal até cirurgias de alta complexidade, garantindo que pacientes como Nathan tenham acesso ao tratamento necessário para uma vida plena.

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