Defesa de Bolsonaro explica apreensão de arma em blitz
A defesa de Jair Bolsonaro confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a arma de fogo apreendida com um segurança durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) pertence ao ex-presidente. A manifestação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes determinar esclarecimentos sobre o episódio envolvendo o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho.
Segundo os advogados, a arma, uma pistola Glock 9 milímetros, possuía registro regular e estava sendo transportada para conserto devido a uma pane técnica. A equipe jurídica sustentou que a posse do armamento não viola as condições da prisão domiciliar de Bolsonaro, ressaltando que a sentença condenatória de 27 anos na AP 2668 não determinou o cancelamento de registros de armas ou a entrega do armamento.
O documento menciona ainda que a arma havia sido tornada inoperante pela equipe de segurança após episódios envolvendo o rompimento da tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente. A defesa afirmou que o percussor da pistola foi retirado sem o conhecimento prévio de Bolsonaro, devido ao uso de medicações psiquiátricas que afetavam sua cognição.
